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Ver os dados EXIF de uma foto
Descubra o que a sua foto revela — câmera, data, localização — sem sair do navegador.
O que é um visualizador de EXIF?
A ferramenta lê os metadados escondidos dentro de um arquivo de foto e mostra tudo em uma tabela legível, sem que a imagem saia do seu computador. Você arrasta uma ou várias fotos para a página, e em segundos vê exatamente quais blocos de metadados existem — EXIF, XMP, IPTC, perfil de cor ICC, comentários JPEG ou blocos de texto do PNG — cada um com o tamanho exato em bytes. Não é uma estimativa: é a contagem real dos bytes que compõem cada bloco dentro do arquivo.
Abaixo dos blocos, as tags que puderam ser interpretadas aparecem agrupadas em quatro categorias — Câmera, Imagem, Data e hora e Localização — para que você não precise decifrar nomes técnicos como Make, Model ou GPSLatitudeRef. Se a foto tiver coordenadas de GPS, elas aparecem já convertidas para graus decimais, com um link direto para abrir aquele ponto no OpenStreetMap. Nada disso passa por um servidor: a leitura acontece na própria aba do navegador, o que também é o motivo de a ferramenta funcionar sem conta e sem limite de arquivos.
Como usar
- Arraste a foto ou clique para escolher o arquivo. Aceita uma imagem ou várias de uma vez, em JPEG ou PNG. Nada é enviado — a leitura roda na sua própria aba.
- Veja os blocos encontrados e a tabela de tags. Cada bloco de metadado aparece com seu tamanho em bytes, e as tags legíveis ficam agrupadas em Câmera, Imagem, Data e hora e Localização.
- Se houver GPS, abra o ponto no mapa. As coordenadas aparecem em graus decimais, com um link para ver o local exato no OpenStreetMap.
O que a sua foto carrega de verdade
A tag mais reveladora costuma ser o número de série do corpo da câmera (tag 0xA431 no padrão EXIF), que identifica o equipamento físico que tirou a foto, não apenas a marca e o modelo. Junto dela seguem marca, modelo, lente, tempo de exposição, abertura, ISO e distância focal — o conjunto completo de como a foto foi tirada, não só quando. O instante exato em que o obturador disparou também fica registrado, geralmente em duas tags separadas: o momento da captura original e o momento em que o arquivo foi digitalizado, que podem diferir quando a foto é escaneada ou processada depois.
A localização usa uma codificação que vale entender. O EXIF não guarda latitude e longitude como números com sinal; guarda três números racionais — graus, minutos e segundos — mais uma letra de referência separada: N, S, E ou W. É essa letra que decide o hemisfério: sem ela, os mesmos três números descrevem igualmente um ponto ao norte ou ao sul do equador, a leste ou a oeste do meridiano de Greenwich. O visualizador junta os dois — os números e a letra — e converte tudo para graus decimais antes de mostrar o ponto no mapa.
No PNG a lógica muda porque o formato não usa tags numeradas: os metadados vivem em blocos de texto chave/valor (tEXt, iTXt, zTXt) e, opcionalmente, num bloco eXIf equivalente ao do JPEG. Esta ferramenta lê os blocos de texto que não estão comprimidos; o zTXt usa compressão deflate, então o conteúdo dele não aparece na tabela — mas o bloco em si é contado e listado como encontrado. A leitura de tags foi conferida campo a campo contra o exifr, uma biblioteca de EXIF independente, em 58 comparações, todas idênticas.
Limitações honestas
Ver os metadados não é o mesmo que anonimizar a foto: o conteúdo visível, o nome do arquivo e os padrões de ruído do sensor continuam ali, mesmo depois de qualquer limpeza. O que existe aqui é uma camada específica de dados legíveis por máquina — não uma identidade completa que se apaga com um clique.
A leitura funciona com precisão em JPEG e PNG; em WebP, HEIC e AVIF a ferramenta não consegue abrir os metadados. O zTXt do PNG é contado mas não decodificado, e miniaturas embutidas no EXIF saem junto com o bloco quando você limpa o arquivo. A ferramenta também não altera nem corrige tags — ela só lê o que já está lá, e remove tudo de uma vez se você quiser.
Se um site ou aplicativo específico remove metadados no upload não é algo que esta página tem como confirmar — cada plataforma trata isso de um jeito, e nem sempre divulga como. Por isso o mais seguro é não presumir nada e checar o próprio arquivo antes de enviar, seja um anexo de e-mail, um arquivo por chat, um link na nuvem ou uma entrega para um cliente. Esta ferramenta serve exatamente para essa checagem, antes do envio, não depois.
Por que é grátis?
A ferramenta é grátis porque todo o trabalho de leitura acontece no seu próprio aparelho — não existe um servidor decodificando suas fotos, então não há custo de processamento a cobrir por trás de cada visualização. Isso também significa sem conta, sem marca d'água e sem limite artificial de quantos arquivos você pode conferir. Você pode abrir a página, arrastar cem fotos de uma viagem e ver os metadados de cada uma, sem se cadastrar em lugar nenhum.
Faz parte do FreeToGenerate.com, uma coleção de ferramentas que rodam inteiramente no navegador — da mesma forma que o conversor de imagens do site, mas aqui sem recodificar nada. Enquanto a leitura for algo que o próprio navegador consegue fazer sozinho, não existe motivo para cobrar por ela.