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Resumir texto online, sem inteligência artificial
Um resumidor extrativo que seleciona as frases mais importantes do seu texto — não escreve nenhuma frase nova, não chama nenhum modelo e não guarda nada que você cola aqui.
O que é um resumidor de texto
Um resumidor de texto pega um artigo, um relatório ou um e-mail longo demais e devolve uma versão mais curta que ainda carrega a ideia principal. É isso que a maioria das pessoas busca ao digitar “resumir texto” ou “resumo automático”: economizar tempo de leitura sem perder o essencial. Esta ferramenta faz exatamente isso, mas por um caminho diferente do que a palavra “automático” costuma sugerir.
Ela é extrativa, não generativa. Em vez de escrever frases novas — o que exigiria um modelo de linguagem, uma chamada de servidor e, quase sempre, uma conta — ela escolhe um subconjunto das frases que você mesmo escreveu e as devolve na ordem em que apareciam no texto original. Nada é reescrito, parafraseado ou reorganizado: o resultado é sempre um recorte do seu próprio texto, nunca um texto novo sobre o seu texto.
Quase todo concorrente que aparece numa busca por “resumidor de texto” dá a entender, direta ou indiretamente, que existe um modelo de IA gerando o resumo por trás. Aqui não há nenhum: tudo roda no seu navegador, em JavaScript comum, o que também é o motivo de o resultado aparecer instantaneamente enquanto você digita, sem limite de uso e sem que uma única palavra do seu texto saia do seu computador.
Como usar
- Cole seu texto na caixa grande — o resumo é recalculado a cada tecla digitada, sem precisar clicar em nada.
- Ajuste quantas frases manter no controle deslizante, que vai de 1 até o total de frases do texto e começa perto de um quarto delas (nunca menos que três).
- Escolha o método de classificação entre TextRank e Frequência de palavras, e leia o resumo — com um botão para copiá-lo — junto das estatísticas de compressão e do painel de avisos ao lado.
Como funcionam o TextRank e a frequência de palavras
O TextRank trata cada frase do texto como um nó de um grafo e liga duas frases por uma aresta cujo peso é o quanto de vocabulário elas compartilham. Sobre esse grafo, ele roda o mesmo algoritmo do PageRank original do Google (Mihalcea e Tarau, 2004), com fator de amortecimento de 0,85: uma frase importa se as frases parecidas com ela também importam — a mesma definição circular que o PageRank usa para decidir quais páginas da web são relevantes.
A implementação do PageRank usada aqui foi conferida contra um oráculo exato, e não contra outra biblioteca: a resolução direta do mesmo sistema linear por eliminação gaussiana. A diferença ficou em 3,45e-10 ao longo de 220 grafos aleatórios, e em 3,08e-10 em grafos com frases isoladas — o caso em que a probabilidade vaza pelo grafo se a matemática estiver errada em algum ponto.
O outro método, mais antigo, é o de Luhn: cada frase recebe a média (não a soma) da frequência de suas palavras de conteúdo, depois de descartar as palavras de parada. É a média que importa: somar as frequências apenas premiaria frases longas, que acabariam sempre escolhidas só por terem mais palavras. Os dois métodos partem de ideias diferentes de “importância”, e isso aparece no resultado — em textos do tamanho de um artigo comum, TextRank e frequência de palavras escolheram frases diferentes em 6 de cada 10 casos testados. Não existe um resumo extrativo correto; existem dois métodos plausíveis que, na maioria das vezes, discordam entre si, e por isso a ferramenta deixa você alternar entre eles e comparar.
O que um resumidor extrativo não consegue fazer
A diferença entre extrair e gerar é o limite mais importante desta ferramenta, e vale repetir: ela nunca escreve uma frase nova. Isso significa que ela não faz o que uma pessoa ou um modelo de linguagem fariam ao resumir de verdade — reescrever uma ideia com menos palavras, fundir dois fatos numa única frase, cortar uma oração subordinada redundante ou consertar uma frase mal escrita. Se a frase original tem 60 palavras, a frase que aparece no seu resumo também tem 60 palavras, porque é a mesma frase.
Tirar uma frase do lugar onde ela nasceu tem um efeito colateral: qualquer coisa que aponte para trás perde o alvo. “Isso confirmou o estudo.” não quer dizer nada se a frase que explicava o que era “isso” ficou de fora do resumo. É um problema que praticamente nenhum resumidor menciona — e que esta ferramenta detecta: qualquer frase do resumo que comece com um demonstrativo, um pronome de terceira pessoa ou um conectivo discursivo (Este, Isso, No entanto, Portanto, Além disso, Ele...) é sinalizada quando a frase à qual ela originalmente se referia não foi selecionada. Em textos do tamanho de um artigo, isso acontece em cerca de 20% dos casos usando o comprimento padrão — mais frequente do que se costuma imaginar.
Ela também não entende do que o texto trata: apenas mede sobreposição de vocabulário. Uma frase que reaproveita as palavras mais comuns do documento pontua bem nos dois métodos, esteja ou não carregando o ponto principal. O erro espelhado, e mais grave, é que uma informação crucial dita uma única vez, com palavras pouco repetidas no resto do texto, não compartilha vocabulário com quase nada e acaba pontuando baixo — a extração é sistematicamente ruim justamente com a frase rara e importante. Some a isso o fato de que o controle de tamanho só trabalha em frases inteiras, nunca em porcentagem: pedir exatamente 2 frases, por exemplo, pode devolver entre 41% e 76% das palavras originais, dependendo só do tamanho que essas duas frases têm.
Por fim, esta ferramenta não responde perguntas sobre o texto, não segue instruções e não escreve num tom pedido — ela apenas classifica e seleciona frases já existentes. Diálogos, listas com marcadores, tabelas e poesia quebram o modelo de frase em que ela se baseia, e resumir um texto que já é enxuto rende pouco, porque não há gordura para cortar.
Por que é gratuito
Tudo acontece no seu navegador: não existe upload do seu texto para nenhum servidor, porque não existe servidor nenhum envolvido no processo. TextRank e frequência de palavras são cálculos determinísticos — grafos, médias, ordenação — que qualquer JavaScript moderno resolve em milissegundos, sem GPU, sem chamar nenhum modelo de linguagem e sem gerar custo de infraestrutura por resumo processado.
É por isso que a ferramenta não pede cadastro, não coloca marca d’água no resultado e não impõe limite de uso: o custo de rodar mais uma vez, para você, é zero. Como nada sai do seu computador, até o texto mais confidencial — um contrato, um rascunho, um e-mail que você ainda não devia ter mostrado a ninguém — pode ser colado aqui com a mesma tranquilidade que teria num editor de texto local.