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Ferramentas de texto · Leiturabilidade · Sem upload

Comece a digitar e cada índice atualiza em tempo real.

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Teste de Legibilidade e Índice Flesch em Português

Descubra o nível de leitura do seu texto com o índice Flesch adaptado para o português brasileiro — cálculo instantâneo, direto no navegador, sem enviar nada para nenhum servidor.

O que é um índice de legibilidade

Um índice de legibilidade é uma fórmula que tenta prever, sem precisar de um leitor humano, o quão fácil ou difícil é acompanhar um texto — olhando só para o tamanho das frases e das palavras. É a base de qualquer teste de legibilidade sério: quanto mais compridas as frases e mais sílabas as palavras, mais esforço o cérebro do leitor precisa fazer, e o índice cai.

Esta ferramenta calcula a leiturabilidade do seu texto em tempo real, direto no navegador, à medida que você digita. Mas ela não usa a fórmula de Flesch original, pensada para o inglês — usa a adaptação feita para o português brasileiro, porque aplicar as constantes do inglês a um texto em português dá um número sem sentido: nosso idioma gasta mais sílabas por palavra que o inglês, e a fórmula original penalizaria qualquer texto em português só por ser português, não por ser difícil.

Como usar

  1. Cole ou digite seu texto na caixa grande — o índice recalcula a cada tecla, sem precisar clicar em nada.
  2. Veja o índice de legibilidade no painel principal: um número de 0 a 100 com a faixa correspondente (fácil, padrão, difícil...), a tabela com a fórmula aplicada e as estatísticas do texto — palavras, frases, sílabas e a porcentagem de palavras longas.
  3. Encurte as frases mais compridas usando o painel de frases mais longas, ordenadas por número de palavras — é a única parte do texto que você controla diretamente, e mexer nela move o índice mais do que qualquer outra coisa.

O que a fórmula mede

A fórmula por trás do índice é a adaptação de Teresa B. F. Martins, Claudete M. Ghiraldelo, Maria das Graças V. Nunes e Osvaldo N. Oliveira Jr., pesquisadores do ICMC-USP em São Carlos, publicada em 1996: 248,835 − 1,015 × (palavras/frases) − 84,6 × (sílabas/palavras). Repare que ela só olha para duas coisas — quantas palavras cabem, em média, em cada frase, e quantas sílabas cabem, em média, em cada palavra. Nada mais no texto entra na conta: não há avaliação de vocabulário, coerência, gramática ou sentido.

O número que muda em relação ao original de Flesch (206,835, criado em 1948 para o inglês) é o intercepto: 248,835 em vez de 206,835. Essa diferença existe porque o português, em média, gasta mais sílabas para dizer a mesma coisa que o inglês diz em menos — e uma fórmula que penaliza sílabas sem ajustar o ponto de partida faria qualquer texto em português comum parecer muito mais difícil do que realmente é. O intercepto maior recoloca a prosa comum em português na mesma faixa da escala de 0 a 100 em que a prosa comum em inglês cairia — sem isso, o índice estaria comparando coisas diferentes. Quanto maior o número, mais fácil o texto: acima de 90 é muito fácil, de 80 a 90 é fácil, de 70 a 80 é razoavelmente fácil, de 60 a 70 é padrão, de 50 a 60 é razoavelmente difícil, de 30 a 50 é difícil, e abaixo de 30 é muito difícil.

Contar sílabas em português é uma tarefa muito mais confiável do que em inglês, porque nossa ortografia é praticamente fonêmica: quem escreve tende a escrever como fala. Contando grupos de vogais e aplicando as regras de ditongo, o resultado bate: casa tem 2 sílabas, não tem 1 (o ditongo nasal ão conta como uma sílaba só), mãe tem 1, coração tem 3, informação tem 4, português tem 3. Os ditongos nasais — ão, ãe, õe — são justamente o caso em que um contador ingênuo de vogais erra, e esta ferramenta trata esse caso corretamente. Em inglês o problema é outro: a grafia não determina a pronúncia, então a versão em inglês desta ferramenta precisou ser calibrada contra o CMU Pronouncing Dictionary — alone tem duas sílabas e abalone tem quatro, com a mesma terminação, sem nenhuma regra de letras que dê conta das duas. O português não tem esse problema, o que torna um índice calculado em português mais confiável do que o equivalente em inglês.

O que o índice não diz

Um índice de legibilidade não sabe se o texto faz sentido. Frases curtas com palavras curtas pontuam bem mesmo quando o texto é incoerente, mal organizado ou simplesmente errado — a fórmula não lê o conteúdo, só mede o tamanho das peças. Um índice alto quer dizer «palavras curtas, frases curtas» e nada além disso; não é garantia de clareza, de argumento bem construído nem de informação correta.

O número também pode ser manipulado sem melhorar o texto: basta quebrar as frases nas vírgulas, sem mudar uma palavra sequer, para o índice subir — mesmo que a prosa fique pior, mais cortada e mais difícil de acompanhar. E o vocabulário técnico é sempre penalizado, mesmo quando é o termo certo para quem está lendo: para um público de especialistas, a palavra precisa e correta conta contra o texto do mesmo jeito que contaria num texto para leigos.

Vale lembrar que tanto a fórmula original de Flesch (1948) quanto a adaptação brasileira (1996) são regressões antigas, ajustadas para um propósito específico — não são medições de compreensão. A adaptação de 1996 foi calibrada sobre um corpus determinado de português brasileiro: é uma referência, não um padrão que alguém certifica, e o português europeu pode se comportar de forma diferente. Nomes próprios, siglas e números entram na conta como palavras com sílabas, então um texto cheio de nomes ou de dados numéricos pontua como mais difícil do que realmente é para ler.

Por que é grátis

Essa ferramenta roda inteira no seu navegador: o texto que você cola nunca sai do seu computador, não passa por nenhum servidor, não é salvo em lugar nenhum. É por isso que o índice atualiza a cada tecla digitada — não há upload, não há espera, não há limite de tamanho de texto imposto por uma API.

Não existe conta para criar, plano pago, marca d’água ou versão «completa» escondida atrás de um cadastro. É a mesma ferramenta para quem usa uma vez e para quem usa todo dia — o cálculo de legibilidade é simples o bastante para caber inteiro em JavaScript, então não há custo de servidor para repassar ao visitante.